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23 septembre, 2009

Français?

Depuis des temps j'évite de écrire des choses "fortes" sur ce blog, pourtant...
Je viens de lire un récit d'un journaliste du 'Le Monde' sur des discriminations qu'il soufre dans la vie de tous les jours.
C'est choquant! Même pour moi, qui pensait connaître une bonne partie du racisme en France!
Ce récit est à cette heure-ci la principal des manchettes du Le Monde, et le link direct est ici. Je vous le recommande!

02 février, 2007

gaspillage d'énergie

Hier nous avons éteint la lumière pendant notre cours de français à 19h55 pour participer à la manifestation contre le réchauffement climatique.
Le bilan provisoire de ce mouvement (ici) dit que la demande d'électricité a baissé d'un peu plus de 1% en France. Super! Beaucoup de Français ont participé, ce que signifie qu'ils commencent à être sensible à cette question!
On voit ici - comme ailleurs - que le climat est fou: au lieu des températures de environ 5°C, il fait environ 11°C ces jours ci; on voit des arbres en début de floraison en plein hiver! Ces faits rendent les gens plus sensibles à la question de l'environnement...
Je vis dans un pays où la plupart des gens ne font guère attention aux consommations d'énergies. S'il fait chaud à cause du chauffage, on ouvre les fenêtres; La capitale porte aussi le nom de 'ville des lumières', aussi à cause de la quantité incroyable d'eclairage dans les rues et des bâtiments. On roule dans des voitures "musées" qui dépensent beaucoup d'essence et poluent beaucoup. Les motos, qui sont le moyen de transport le plus poluant, sont partout, et pire: elles sont vues avec sympathie parce qu'elles occupent peu d'espace.
Bref, à mon avis, la raison la plus importante des gaspillages d'énergies est leur prix! En géneral les énergies coûtent peu en Françe, ce qui est pervers pour deux raisons:
  1. énergies bon marchés incentivent peu les gens à faire des économies;
  2. en étant bon marchés, elles empêchent des technologies plus efficientes (et naturalement plus chères au début) de voir le jour.
Il faut changer la culture des Français vis à vis de la préservation de l'environnement. Mais sans toucher les pris des énergies, cette tâche va fracasser.
à la fin je dois dire que si je parle de la France c'est parce que c'est l'endroit où je vis actuellement, mais ces réflexions sont valables pour tous les pays, unes plus que des autres!
Je reviens à ce sujet...

28 février, 2006

carnaval parisiense

Para quem estiver curioso em saber como se passa o carnaval em Paris, entre aqui.

Em plena segunda-feira de carnaval as ruas estavam cheias de gente, mas o 'desfile' era menos circo e mais dramatico que o que se passava na capital bahiana ou qualquer outra cidade brasileira no mesmo dia.
Diferentemente da alegria carnavalesca, aqui (onde nao existe carnaval) as pessoas protestavam contra o sequestro e morte de um jovem. Embora houvesse o agravante do ato ter sido cometico contra um judeu (e portanto, a discriminação), é nitida a diferença para o Brasil, onde os sequestros e os assassinatos são banais: enquanto meus conterrâneos toleram bem a violência e vão se divertir, os franceses estão indignados e não a aceitam!

24 février, 2006

sequestro à brasileira

A França esta revoltada com um sequestro que aconteceu recentemente aqui: uma quadrilha sequestrou um jovem e exigia resgate; como a familia era pobre, o cara foi espancado até a morte, três semanas depois.
A diferença para os sequestros corriqueiros no Brasil é que quase todos os marginais da quadrilha ja estão presos e a sociedade, indiguinada, tem protestando veementemente.

12 février, 2006

carta do Calligaris às elites muçulmanas

Ainda na Folha de SP de hoje, um artigo do C. Calligaris sobre os conflitos muçulmanos.
Como de costume, o Calligaris apresenta sua critica de forma sutil, diplomatica e contundente. Aqui ele aponta a falência da cultura islã e chama os lideres muçulmanos a tomarem atitudes coerentes e conseqüentes, para que não sejam, mais tarde, culpados pelo desastre de seu povo.
Os assinantes podem ler aqui o artigo. Para os outros, copio a seguir o texto.

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Carta aberta às elites religiosas muçulmanas
CONTARDO CALLIGARIS

COLUNISTA DA FOLHA

Caros amigos,
há, entre nós, grandes diferenças culturais, ou seja, não temos os mesmos hábitos da mente e do corpo. Além disso, entre o islã e, digamos assim, o Ocidente, há uma longa história de desconfianças e guerras. Mas a virulência atual do conflito pede novos esforços para saber o que acontece.
Nestes dias, a imprensa propôs fotografias de manifestantes assediando embaixadas ocidentais no mundo islâmico. Curioso, em muitas delas, à primeira vista, não dá para entender se os manifestantes estão atacando as embaixadas ou tentando entrar para pedir asilo. Claro, o equívoco é meu, mas ele tem suas razões de ser.
Entre aqueles manifestantes, quantos já planejaram emigrar para um país europeu? Na hora em que as massas se reuniam para saquear e queimar, quantos muçulmanos estavam se aventurando pelo estreito de Gibraltar, num barco mal aparelhado, na esperança de alcançar a Espanha? Quantos circulavam pelos Bálcãs, escondidos num caminhão, para chegar a Londres?
Não digam que são traidores, vendidos ao sonho ocidental. Se os milhões de imigrantes muçulmanos que vivem na Europa fossem "vendidos", eles estariam, hoje, solidamente integrados à população européia. Acontece o contrário, e não é apenas pela resistência das nações ocidentais. O fato é que o êxodo de populações muçulmanas à Europa inaugurou uma nova forma de emigração, especialmente trágica. Explico.
Qualquer emigração é um movimento de idealização e de amor. Mesmo que procure apenas melhorias financeiras, o emigrante deposita seus sonhos no país que o hospedará. Ora, há uma tragédia que dura há décadas: a dolorosa divisão, na alma do emigrante muçulmano, entre a esperança que deposita no país para onde se muda e seu ódio mandado pela nova vida com a qual ele sonha.
Mohammed Atta, um dos pilotos do 11 de Setembro, passou a noite do dia 10 numa boate, bebendo e festejando. Estranho modo de se preparar para o sacrifício de sua vida, não? Talvez, espatifando-se contra o World Trade Center, o que ele queria não fosse tanto matar milhares de americanos quanto, suprimindo-se, acabar de vez com sua intolerável contradição interna.
O conflito, caros amigos, talvez não seja entre islã e Ocidente. Talvez seja um conflito exasperado dentro da alma islâmica, entre a sedução do Ocidente e a fidelidade à cultura e à religião ancestral. Esse conflito não será resolvido por guerras ou terrores, nem por protestos nem por tratados. Ele só pode ser resolvido por vocês. Há momentos em que as elites culturais e religiosas podem decidir o destino de seus povos. Espero que não seja tarde, espero que a voz que chama do minarete ainda possa sarar o conflito da subjetividade muçulmana hodierna.
Tomemos o caso dos medíocres desenhos publicados por um jornal dinamarquês. Alguns deles (os demais são inócuos, como vocês sabem) são charges contra o Maomé dos homens-bomba, o Maomé invocado pelo apóstolos do terror. Ora, sou cristão, criado na religião católica. Qual seria minha reação diante de charges em que Cristo apareceria liderando o extermínio dos albigenses, ou, vestido de inquisidor, torturando apóstatas e colocando fogo na pira de Giordano Bruno? Como reagiria ao ver Cristo, nos paramentos do papa romano, vendendo indulgências plenárias ou, sapeca, furando camisinhas numa sauna gay? Ou, então, engravatado como um pastor, exigindo o dízimo dos pobres? Uma coisa me parece certa: não me indignaria com quem desenhou as charges, mas com aqueles que se escondem atrás de Cristo para praticar seu sectarismo, sua ganância, sua sede de poder ou sua estupidez.
Para dormir tranqüilo, não me bastaria mandar uma carta de desculpas às viúvas cátaras e aos amigos de Giordano Bruno. Para dormir tranqüilo, precisaria denunciar os falsários que se servem de Cristo para justificar sua iniqüidade. Hoje, no cristianismo, esse gesto é fácil. Um cardeal poderia conclamar que o papa é um apóstata; no máximo, seria excomungado por uma igreja cuja autoridade, de qualquer forma, ele não reconhece mais.
Mas houve uma época em que os homens religiosos da Reforma arriscaram sua vida para produzir um cisma que era imposto por suas consciências.
Ora, o terror se espalha, e ouço só palavras constrangidas e formais. Onde estão os imames que tenham a coragem de jogar um anátema contra o ódio e o terror? Quando, caros amigos, aparecerão seus Luteros? No lugar onde eles são esperados, aparecem imames decretando a morte de escritores laicos, ou, por que não, de chargistas dinamarqueses.
Não é por acaso que a modalidade do terror islâmico, hoje, é o atentado suicida. Não é uma ironia da história que os mortos destes dias se contem entre os manifestantes muçulmanos. Pois uma contradição interna, atiçada até a um paroxismo insolúvel, só se resolve no gesto extremo de quem, para silenciar seu conflito, acaba com sua própria vida.
Se vocês se calarem hoje, se não defenderem o Maomé no qual vocês acreditam contra os que o aviltam invocando-o em seu ódio do Ocidente, se vocês não tiverem a coragem de apaziguar a alma islâmica, a história contará que vocês levaram seu povo ao suicídio.
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terror islâmico

Apos varios dias de violências, terrorismo e coisas que tais praticados pelos islâmicos em 'resposta' às charges criticando este terrorismo recorrente, começam a aparecer observações relacionadas a esta violência descabida.
Em editorial de hoje com o titulo "Culto ao Terror", a Folha de SP critica levemente os muçulmanos.
Eu, na falta de melhor diplomacia, tenho que apontar que este terror islâmico é induzido e mantido pelas suas lideranças religiosas. Em uma cultura totalmente centrada na religião, onde os lideres manipulam até a vida dos seguidores em prol da sua causa, esta bagunça que estamos vendo é sim conduzida pelos lideres islâmicos!
Com tudo o que esta acontecendo, os judeus devem estar sorrindo, porque eles devem sair no lucro: A 'simpatia' ocidental aos muçulmanos que sofrem a violência israelense começa a ser repensada. Começa-se a ver que a violência praticada pelo estado de Israel não é de todo gratuita.
Os protestos violentos atuais servem ainda para realimentar a percepção popular da ligação dos religiosos islâmicos com o terrorismo.

07 février, 2006

charges terroristas

As discussões sobre liberdade de imprensa estão para todos os lados aqui na Europa e na França, atiçadas pelas revoltas islâmicas contra as charges do maomé-terrorista publicadas em jornais europeus.
O assunto é delicado porque não existem limites claros entre liberdade de expressão e ofensas ou racismos.
O Luiz Weis aborda a coisa dizendo que houve sim ofensa ao povo muçulmano, em sua coluna no Observatorio da Imprensa que pode ser acessada por aqui. Ele alega que, colocando uma bomba na cabeça do Maomé, estar-se-ia dizendo que todos os seus seguidores sejam terroristas.
Eu, embora tenha dificuldade de enxergar o racismo ou ofensa da charge (do contrario teria que fazer o mesmo em quase todas as charges que vejo!), penso que faltou tato da imprensa europeia para questão, dado o momento atual da 'onda anti-islã', que é consequência dos atos terroristas relacionados aos seguidores fundamentalistas dessa religião.

Mas uma coisa que me incomoda são as consequências violentas. Sera que os muçulmanos não sabem protestar de forma não violenta?
Protestos com destruições e até mortes têm acontecido em varios paises. Esta dificil ver opniões e ações de lideranças islâmicas no sentido contrario, com protestos razoaveis e pacificos.
Sim, sei que existem pessoas de todos os tipos em qualquer lugar (como a D. Geralda sempre disse...), e, portanto, no islã não seria diferente. Sei também que a imprensa (e seus consumidores) gostam de mostrar (e ver) coisas bizarras. Apesar disso, vejo o estigma da barbarie associado aos muçulmanos ser realimentado a cada dia.

01 février, 2006

Meatrix II

Continuando o artigo anterior...
Os ativistas do lobby do qual o Matrix faz parte nao querem a produçao de alimentos industrial (fazendas industriais, agropecuaria em grande escala). Entao preciso perguntar:
Sem isso, como pretendem alimentar todas as pessoas? Eles esquecem que nosso planeta é muito mais que a rica Europa, que muitas pessoas passam fome. é muito facil para quem é rico dizer que as fazendas industriais devem ser extintas, porque eles podem pagar por alimentos do 'terroir', produzidos artesanalmente (e os que desejam ja o fazem!).
Obviamente os ricos que podem pagar por um produto 'organico', 'bio' ou com a qualidade desejada, ja o fazem e a produçao industrial em nada atrapalha, do contrario, ajuda a segurar os preços em baixo.

No séc XVI, o rei frances Henri IV era considerado um lunatico porque desejava que todos os franceses pudessem comer frango no domingo... hoje eles sao os maiores consumidores de caviar (até a extinçao breve, claro), que chega a custar uns €70mil/kilo (na França).
Nossos conterraneos brasileiros, salvo os indigentes, podem comer carne de BOI pelomenos uma vez por semana, hoje. Como se deu esse milagre?
Alguém muito tempo atras previa que a Terra nao suportaria o crescimento da populaçao por mais algumas décadas... e estamos bem vivos, hoje, varios séculos depois. Como foi possivel?
Claro, agricultura ‘industrial’ mesmo. O mesmo vale para a produçao de carnes, ovos, laticinios...

Embora a produçao ‘industrial’ de alimentos tenha desvantagens (como poluiçao, uso de agrotoxicos, etc, como eles alardeiam), tem também as vantagens, e a principal delas é Terra conseguir sustentar bilhões de pessoas.

Os Ministros Roberto Rodrigues e Celso Amorim nao gostariam nada de ver essas coisas. O Brasil tem trabalhado duro para derrubar as aberrantes barreiras dos paises ricos contra a agropecuaria brasileira, e esse Meatrix vai justamente no sentido contrario.
Sabidamente, o dinheiro e o poder que sustentam a ineficiente agropecuaria europeia sao muito grandes (do tamanho das respectivas barreiras comerciais).

O Meatrix visa banir a industria alimenticia para acabar com as consequencias nao desejaveis.
A soluçao razoavel (e que tem sido utilizada) é atuar para melhorar, limitar e minimizar os efeitos ruins, como varios pesticidas que ja foram banidos.

Claramente o Meatrix e seu ativismo nao é outra coisa que um dos instrumentos de sustentaçao dos absurdos da politica agricola europeia, tudo patrocinado pelos bilhoes de euros de subsidios anuais que seus produtores recebem.

Meatrix

Ontem recebi email de uma amiga (Bete) com o link de um filme de internet que chama The Meatrix (quem se interessar pode ver, com traduçao, clicando aqui).
O nome ja faz alusao ao filme Matrix e a meat (carne). O Meatrix em si é contra "fazendas de produçao industrial" de carnes e parece que tem feito muito sucesso na internet.
No final, o filme chama para a pagina de um movimento que se auto proclama em defesa da "... segurança alimentar, justiça econômica, direitos dos trabalhadores e dos animais..." e coisas que tais.

A arte grafica do filme nao é ruim, a pagina web é grande e tem traduçoes para diversas linguas, o que vai no sentido proclamado de criar um ativismo mundial para a causa defendida.

Eu respondi o email recebido com comentarios que exponho a seguir:

Interessante ver a sofisticaçao dos lobbys em defesa das barreiras comerciais absurdas dos paises ricos na area alimenticia. Revestidos de aparentes 'boas causas', o movimento nao é outra coisa que lobby a favor dos fazendeiros europeus.
Ativistas contra fazendas industriais, o movimento expõe, entretanto claramente, seus objetivos radicais contra a modernizaçao da politica agricola europeia, e com isso, contra os paises do terceiro mundo, como pode ser visto aqui.
Se alguém desconhece, a analise das barreiras europeias contra os produtos dos paises pobres foi feita, entre outros, pelo PNUD da ONU, como mostrado no seu relatorio de 2005 e comentado por mim neste artigo.

Os maiores beneficiarios desse ativismo? A França (o maior beneficiario do protecionismo europeu).
Os mairoes prejudicados? O Brasil (o maior produtor/exportador de produtos alimenticios do terceiro mundo).

Ou seja, meus conterrâneos precisam ter cuidado ao se engajarem em ativismos do tipo!

07 novembre, 2005

Protestos na França

Esta ocorrendo uma onda crescente de protestos na França e nos ultimos dias tenho recebido emails de amigos perguntando sobre o que esta ocorrendo e se estamos bem. Entao aproveito para responder a todos...
Posso dizer que ainda nao vi 'in loco' nada disso, ou seja, conheço tudo pela imprensa.
Ha mais de dez dias que tem ocorrido atos violentos de protesto (eu prefiro chamar de vandalismo) durante as noites, inicialmente na grande Paris, e depois em cidades por todo o pais.
A motivaçao? Nao sei! Como nao é um protesto organizado e nao tem motivos definidos expostos, fica dificil dizer a causa. Entretanto, como é um movimento que começou e tem se alastrado pela França, entendo que uma causa provavel seja uma insatisfaçao disseminada. Tem-se apontado questoes como desemprego e discriminaçao.
Eu posso dizer uns motivos mais ou menos vagos, como:
> os franceses sao reclamoes, no sentido de nao sofrer quietos. Exemplos: Revoluçao Francesa, greves a toda hora, reclamaçoes de todos os tipos que vejo em todos os lugares.
> a Igualdade, um dos tres lemas da Republica francesa, é como no Brasil: "uns sao mais iguais que outros", como se diz por la. Exemplo: As escolas (publicas) dos ricos sao muito melhores que as dos pobres; o mesmo vale para a saude e outros serviços publicos...
> discriminaçao... aqui, adora-se qualquer coisa que leve o adjetivo 'privé', ou seja, VIP, exclusivo. Na mesma linha, outro adjetivo adorado (inclusive pelo mundo inteiro que vem fazer compras aqui) é 'luxo'. E esses adjetivos so se sustentam nos seus opostos.
> a desigualdade social na França pode ser menor que no Brasil, como muitos dizem, mas a que eu vejo nas ruas nao me parece. E essa desigualdade tem aumentado.
> a taxa de desemprego media aqui é algo como 10%, mas nas regioes pobres (algumas periferias parisienses) , chega a passar de 40%.
> embora o Estado aqui seja uma mãezona e gaste muito dinheiro em beneficios sociais, isso nao parece resolver o problema da pobreza. Um dos motivos é que o gasto é de ma qualidade.
> os ministros Villepin e Sarkozy disputam antecipadamente a vaga de Presidente da França e têm se atrapalhado em suas funçoes atuais. Para aparecer, o Sarkozy tem combatido fortemente os imigrantes ilegais e endurecido na tolerancia aos islamicos (o que atinge boa parte dos pobres). O Villepin e sua turma nao tem obtido grande sucesso no crescimento da economia, geraçao de empregos e reduçao do déficit publico.
> A França proibiu o uso de simbolos religiosos nas escolas, o que incomoda especialmente os islamicos. Como aqui existe uma grande comunidade islamica, especialmente nas periferias pobres que fomentam os protestos, nao descarto participaçao dos lideres religiosos...

O que vai acontecer? Nao sei. Espero nao ver 'in loco' outra Revoluçao Francesa... espero nem ver ao vivo qualquer violencia, assim como desejo que melhore a situaçao dos pobres.

21 octobre, 2005

'companheiros' na Volkswagen

A Alemanha tem assistido ha alguns meses a umas historias de festas e prostitutas bancadas pela Volkswagen, para alguns (pelo menos) de seus executivos e alguns (ou mais) 'companheiros' dos seus sindicatos.
Algumas dessas pessoas (la) ja cairam fora e estao respondendo na justiça, como o executivo-chefe de RH.
As historias tornadas publicas contam viagens sexuais em hoteis de luxo, inclusive no Brasil, com prostitutas caras. Em pelo menos um caso a empresa bancava amante brasileira na Alemanha, com apartamento, salario e outras mordomias.
Em entrevista a importante jornal alemão esta semana um acusado relata historias com brasileiros ('companheiros' do sindicato) em festas e orgias. Um deles é Ministro do Trabalho do Lulla. Relata ainda que o mesmo equema de corrupçao usado na Alemanha era empregado no Brasil.
Claro! Se a empresa bancava prostitutas na Alemanha, porque nao faria o mesmo no Brasil?
No Brasil a coisa seria muito mais facil e barata.
E o ministro Luiz Marinho, depois de se recusar a comentar o assunto, agora se mostra indignado e perplexo com essa falsidade (como todos os outros 'companheiros' do Lulla pegos em corrupçoes posteriormente comprovadas).

08 septembre, 2005

pressão por um mundo melhor

As vezes o uso de oleo-de-peroba se torna menos facil. Um caso classico do uso exacerbado da cara-de-pau é o comércio internacional: a defesa do livre comércio pelos paises (ricos) nao possui correspondencia nas suas praticas. Saiu ontem o relatorio de 2005 do PNUD (programa da ONU pelo desenvolvimento) dificultando o uso de oleo-de-peroba pelos paises ricos.
O relatorio mostra porque os paises ricos impedem o crescimento dos paises pobres:
Quanto às barreiras comerciais (alfandegarias ou nao), o relatorio diz: "Les barrières commerciales auxquelles sont confrontés les pays en développement exportant vers les pays riches sont, en moyenne, trois fois plus élevées que celles qui frappent les échanges entre pays riches". E "Cette taxation perverse et ces politiques commerciales inéquitables continuent d'empêcher des millions d'habitants dans les pays les plus pauvres du monde de sortir de la pauvreté, maintenant des inégalités obscènes".
Quanto aos subsidios: Apenas os subsidios dos paises ricos à agricultura é suficiente para os transformar nos principais paises exportadores de produtos agricolas. Ou seja, seus subsidios, além de fechar seus mercados internos aos paises pobres, impede o comercio agricola entre os paises em desenvolvimento. A força do Brasil neste mercado é uma excessao e o pais se impoe apesar dos paises ricos.
Somando as barreiras aos subsidios, tem-se porque os ricos sao responsaveis por grande parte da 'desigualdade obscena' entre os paises, como diz o relatorio do PNUD.
Outro indicador: o Brasil tem ganhado todas as disputas agricolas na OMC contra os ricos.
Alguns numeros: Uma vaca europeia 'recebe' 2€/dia de subsidio. No açucar, a Europa paga 4 vezes mais que o preço internacional do açucar a seus produtores.
Os ricos reclamam da produçao com mao-de-obra 'escrava' nos pobres. Eu pergunto: a escravidao é causa ou consequencia da politica dos paises ricos?
Aqui na Europa cresce a pressão popular para reduzir a imigraçao lixo (que sobrecarrega o sistema de bem-estar social, eleva as taxas de desemprego e aumenta a criminalidade, embora estes imigrantes lixo fazem os trabalhos que os europeus nao querem fazer, e por preços modicos...). Como os governos têm respondido a isso? Fechando as porteiras e aumentando a repressao, ou seja, atacando as consequencias. Mas se quiserem atacar as causas, terao que agir para reduzir a desiqualdade socio-economica existente entre os povos, e o relatorio do PNUD de ontem mostra de forma contundente uma dessas causas (talvez a maior)!